EUA REDUZEM TARIFAS DE IMPORTAÇÃO EM 10% PARA MAIS DE 500 PRODUTOS BRASILEIROS; VEJA A LISTA
Numa decisão estratégica que pode injetar bilhões na economia, governo americano reverte protecionismo e corta impostos sobre itens-chave do Brasil, de alimentos a minerais. Especialistas veem como “janela de oportunidade” para a indústria nacional.
Uma reviravolta significativa nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos promete agitar a balança comercial. O governo americano anunciou nesta semana a redução de 10% nas taxas de importação para um pacote de mais de 500 produtos originários do Brasil. A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista por economistas e pela indústria como um poderoso balão de oxigênio e uma rara “janela de oportunidade” para expandir a presença brasileira no maior mercado consumidor do mundo.
A decisão representa uma mudança de tom na política protecionista que vinha marcando o comércio global. A lista de produtos beneficiados, divulgada pelo Departamento de Comércio dos EUA, é vasta e estratégica, abrangendo setores que vão do agronegócio à indústria de base. O objetivo claro é diversificar fornecedores e tentar frear a inflação interna americana, buscando no Brasil um parceiro confiável para suprir demandas que antes estavam concentradas em outros mercados.
Entre os itens que terão o imposto de importação cortado estão produtos alimentícios processados, como sucos de frutas (especialmente laranja e maracujá), castanhas e certos tipos de café processado. O setor de mineração também foi contemplado, com destaque para a redução de tarifas sobre manganês, nióbio e certos tipos de granito e quartzo – produtos nos quais o Brasil tem alta competitividade.
Mas a lista vai além das commodities. Itens de maior valor agregado, que historicamente sofrem com barreiras tarifárias, também foram incluídos. Calçados de couro, componentes de madeira para mobiliário, autopeças específicas e produtos químicos para a indústria terão entrada facilitada. Para a indústria têxtil, alguns tipos de fios de algodão e tecidos especiais também verão seus custos de entrada reduzidos.
Analistas de comércio exterior apontam que a medida não é um ato de generosidade, mas uma jogada geopolítica e econômica calculada. Ao reduzir a tarifa em 10%, os EUA tornam o produto brasileiro instantaneamente mais barato e competitivo que o de concorrentes diretos que não receberam o mesmo benefício. A expectativa é que essa redução tarifária possa gerar um aumento de até US$ 1,5 bilhão nas exportações brasileiras para os EUA já no primeiro ano de vigência.
Para a indústria nacional, o desafio agora é ter agilidade. O setor produtivo precisa responder rapidamente para aproveitar essa vantagem antes que ela seja revista ou que outros países consigam acordos similares. A redução de 10% pode parecer técnica, mas na prática, no jogo bruto do comércio internacional, ela é um sinal verde claro para que o Brasil acelere sua produção e reforce sua posição como um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.
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